Poesia

SUICIDA

SUICIDA

O que mata não é dor,
Tampouco a tristeza da perda.
Mas o medo do todo dia.
Quando o tempo atrasa o relógio,
As horas tornam-se eternidade.
O desespero continuado, futuro.
No espelho, o sempre hoje.

Ilustração Moisés Martírios

João Freitas Filho João Freitas Filho Autor
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