POESIAS

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A MORTE DO POETA

As letras silenciaram dentro de mim,
Meus poemas já não fluem como antigamente,
O meu sol, só o vejo agora no poente,
Nada nasce nesse mar de melancolia.

Quanta beleza há na poesia de Drummond,
Quanta sensibilidade em Cecília Meireles,
Mas meu espírito já não encontra inspiração,
Minhas canções já não tocam mais os corações.

A poesia definhando anuncia o fim do poeta,
Ô porquê alma criadora das mais belas letras,
Onde perdestes a tua inspiração?

Poesia é canção, mas o peito já não pulsa mais no ritmo de antigamente,
Definha o poeta, a poesia perde o seu encantamento,
A vida que vivo hoje, ninguém cantaria tanto lamento.

No fim do meu dia, uma chuvinha fina
Derrama sobre a terra nuvens de melancolia.


Coivaras-PI, 03/01/2018

Marcelo B Gomes Autor Marcelo B Gomes MEU PERFIL
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