Tempo: O velho olha as crianças ciente da história toda que viverão no tempo que corre rápido sem que percebam porque são crianças que não pensam no tempo que o têm todo pela frente e muito.
Momento: A criança que vê o velho, não o olha, apenas o vê porque criança não olha, não analisa, não interpreta, apenas vê e forma uma opinião súbita, frívola, para gostar ou desgostar. Olhar entendia, ver basta, ver já sacia a curiosidade.
Pecado: O Adulto, o meio termo, tem ciência da frivolidade do tempo e nega veementemente esta certeza doída, substitui por outras certezas, difíceis de crer, inventa a fé porque ver já não basta e olhar não mais só entendia, mas dá medo. É preciso inventar outro fim e uma razão, uma filosofia que substitua a fatalidade.