Poesia

Soneto do Amor Desconfiado

Soneto do Amor Desconfiado

Pela seta do amor fui atingido,
Trilhar nítido pelo bosque da ilusão,
Não escondas a verdade, és fingido,
Visar lindo nessa doce estação.

Estou maravilhado na canção,
No jardim da vaidade estou caído,
Quentes delírios do pulsar da libido,
Um sentir do devaneio da emoção.

Que encanto! Que prazer da mocidade,
Perigo da sujeição tão comovente,
Falas pra mim nesse inverno:

No amor existe sempre lealdade?
Ele instala o seu torpor inconsequente,
Por amar me encontrei nesse inferno.

Werton Fonseca Werton Fonseca Autor
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